quarta-feira, 30 de julho de 2008

Escola particular em favelas?

O Ian Vasquez está interessadíssimo em saber se, a exemplo do que vem ocorrendo em outros países da América Latina, cresce também no Brasil o número de escolas privadas nas favelas. Para ele, isso é um bom sinal de reprovação da performance governamental na área educacional, e está disposto a pesquisar o assunto por aqui.

Particularmente, tenho para mim que isso somente pode ser verificado em relação a creches e escolinhas, que não são providas em número suficiente pelo Estado. Como há este gap público, o mercado gera as soluções, e é comum ver escolinhas em vilas e favelas dos grandes centros. O mesmo não ocorre quanto ao ensino fundamental. O sistema público é tão capilarizado e impõe tanta regulação para entrantes privados que até hoje o mercado não foi capaz de criar soluções viáveis para atingir as camada mais pobres da população. Escolas particulares populares são raríssimas - faltam incentivos.

Não é o caso, no entanto, do ensino público ser considerado bom por daqui - apenas não há outra alternativa razoável para os pobres.

IEE em Beagá!

Coisa interessante - o Instituto de Estudos Empresariais, IEE - tem um Capítulo em Minas, cujo foco é educar jovens sobre as mazelas de um governo ilimitado.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Protesto no Cato II


Foto: Nimish





segunda-feira, 28 de julho de 2008

Protesto no Cato

Mal havia acabado de comer meu teriaki congelado e sentado aqui em frente ao meu PC no Cato quando ouvi barulhos lá fora: "Back up! Back up!". Alguns carros de polícia pararam na rua. Mais barulho e confusão. Saímos todos para o Hall. Do lado de fora da parede de vidro, uma fila de policiais barrando a entrada e dezenas de manifestantes gritando e sacudindo cartazes como Keep 69 in Bed, Stop Global Warming, Anti-capitalism, Liberalism fuck the poor, Stop the War. Me senti em casa - até as roupas dos esquerdistas daqui são iguais aos dos esquerdistas do Brasil, o que prova, de certo modo, que globalização não tem ideologia.

P.S.: Só para os records, eles ainda são burros! O Cato sempre foi contra a guerra... Afe!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Informalidade

Estive numa palestra no HACER - Hispanic America Center for Economic Research esta semana . Um dos convidados falou sobre como solucionar o problema da economia informal. Achei aquilo estranho do ponto de vista libertário: Em que sentido a economia informal é um problema? Informalidade é problema? Só se for para o governo, que vai arrecadar menos impostos. E para os parasitas do estado, que vão ganhar menos benefícios. Para o resto do povo, economia informal é solução; é engenho de entrepreneurs para desviar da burocracia, da regulação e das taxas. Com isso, consumidores pagam menos, e podem comprar mais. Informalidade permite que os pobres acessem os mercados.

Não obstante, o que se alega é que o efeito mais nefasto da economia informal é a competição desigual com os que andam na linha. O que perturba nesse sentido é que, ao invés de clamarem pela desregulamentação dos mercados como um todo, aqueles que andam na linha pedem mais regulação para atingir os informais. Eis a lógica: já que os informais possuem vantagens competitivas porque estão à margem de uma legislação confusa e ineficiente, há que se ter mais fiscalização, de modo que todos cumpram a legislação confusa e ineficiente. Senão, não é justo...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Em sua primeira visita à Minas, Obama é recebido ao entoar do "Hino à Negritude"

Explique-se: acabo de receber 3 emails peculiares. Dois são do movimento social "Brigadas Populares", que postarei depois. Esse é do gabinete do deputado Padre João:

Hino à Negritude é sancionado pelo Governo do EstadoA Lei 17.626/08 de autoria
do deputado Padre João, pretende resgatar a auto-estima do negro e a valorização dos traços culturais afros. Agora é lei!!! Fica oficializado no Estado de Minas Gerais o “Hino à Negritude”, de autoria do professor Eduardo de Oliveira. A Lei 17.626/08, publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no 11 de julho, é decorrente de projeto de lei de iniciativa do Deputado Padre João. A partir de agora, o Hino à Negritude deverá ser entoado em todas as solenidades oficiais que envolvam a comunidade negra.